que chegava a Fátima, depois de 5 dias de peregrinação a pé.
Fiz a promessa, por causa de um amigo (ex-namorado), o grande amor da minha vida, que lutava contra a morte numa cama de hospital na UCI, mal sabia eu que viria a ser meu marido, o meu companheiro e o pai da malta
Quando cheguei a Fátima, entreguei a Nossa Senhora as cartas que o P. me tinha enviado em 1995 quando namoramos (ele estava em Lx na faculdade e eu não tinha internet
), eram um tesouro para mim.
Lembro-me das palavras da Irmã que me tratou dos pés, enquanto ia buscar uma enfermeira para a ajudar ” Ai minha filha, há muito tempo que não via uns pés assim. Sabe meu amor? Quanto maior é a dádiva, maior o sofrimento na caminhada.”
Não foi nada fácil, cheguei a cair para a estrada sem forças nas pernas. Agradeci e agradeço a todos os que me ajudaram na caminhada mais dura que fiz até hoje. Obrigada minha mãe do céu, por tudo. Obrigada cunhado, pelas palavras que me deste quando te disse que não ia conseguir, que tinha dois trambolhos em vez de joelhos e os pés em chagas de tantas bolhas, foram as tuas palavras que me deram força no dia seguinte. Obrigada meus pais e minha doce avó Camila, pelo vosso amor incondicional.
Valeu cada lágrima, cada bolha, cada unha que caiu…
)
Obrigado meu Amor!
De facto não esqueci ou esquecerei o que fizeste/fazes por mim, o que lutaste por mim.
És o ar que respiro em cada dia que vivo.
AMO-TE MUITO!
Pedro